No começo de agosto, estivemos em Florianópolis para o Mundo RD, o encontro reservado para um grupo pequeno de clientes e parceiros.
Como a Ocamaz é parceira Diamond da RD Station e parceira homologada TOTVS Norte, fomos convidados e voltamos de lá com uma visão ainda mais clara sobre para onde marketing, vendas e atendimento estão caminhando.
E essa visão veio muito de um anúncio que foi feito ali em primeira mão, o Marketing Contínuo. Nesse texto, além de falarmos sobre o evento, vamos aprofundar nesse conceito e o que muda para quem trabalha com marketing nos próximos anos.
Mundo RD: um encontro para menos de 1% da base
O Mundo RD reuniu pouco mais de 350 clientes e parceiros da RD Station, esse número representa menos de 1% da base da empresa.
Em vez de um grande evento voltado à audiência em massa, a proposta foi reunir quem participa do ecossistema para estimular uma troca de perspectivas e aproximar quem define direções.
Esse ambiente de compartilhamento fez o evento ser bem enriquecedor para quem estava presente. As conversas aconteceram com espaço para parceiros e clientes, assim, tinha um valor maior em estar dentro das discussões que orientam os próximos passos.
Representamos Manaus como agência nesse encontro, levando duas credenciais diferentes.
Diamond RD Station
O reconhecimento da RD Station às agências com o relacionamento mais estratégico dentro da plataforma.
TOTVS Norte
A ligação com a TOTVS, que reúne marketing, vendas e atendimento sob o mesmo teto, e nos deixa ver as viradas antes do mercado.

O que o Mundo RD traz de diferente do RD Summit
Depois de anos de crescimento, o RD Summit passou a reunir um público cada vez maior, o que não é algo ruim. Porém, a RD percebeu que precisava voltar a ter um espaço de troca mais próximo com clientes e parceiros, onde fosse possível apresentar estratégias e testar ideias com quem está na mesa.
Foi por isso que o RD Summit deu uma descansada em 2026 e, em seu lugar, nasceu o Mundo RD. Um encontro menor, direcionado e pensado para aproximar quem ajuda a construir o ecossistema da RD Station.
Nele, a empresa compartilhou parte da visão que pretende desenvolver nos próximos anos e abriu o convite para participarmos dessa construção, a conversa englobou muito do que está por vir.
A volta do RD Summit em 2027
Durante o encontro, inclusive, o retorno do RD Summit foi confirmado para outubro de 2027, em São Paulo.
Então não se preocupe, nada está sendo substituído aqui. Os dois formatos cumprem papéis diferentes, enquanto o Mundo RD cria um espaço estratégico menor, o RD Summit volta em um novo formato para ampliar esse conhecimento para o mercado.
Marketing Contínuo: o que é e o que muda
O principal anúncio do evento foi o Marketing Contínuo, apresentado como a evolução de uma forma de pensar marketing em um cenário muito diferente daquele de alguns anos atrás.
Uma decisão de compra B2B, nos dias atuais, demora muito mais para fechar enquanto o cliente passa por sete fontes de informações diferentes, quase sempre em canais distintos.
Ao mesmo tempo, o número de tecnologias voltadas ao marketing cresceu rapidamente. As chamadas martechs (ferramentas desenvolvidas para apoiar ações de marketing), que antes eram de algumas centenas, ganharam mais de 15 mil opções ao longo da última década. Com as coisas ficando tão complexas, trabalhar com áreas isoladas na empresa vai ficando cada vez menos eficiente.
A própria RD Station tem uma forma interessante de explicar essa situação. Antes, o marketing funcionava como uma única célula, com o Inbound no centro dela. Agora, são três células de tamanho parecido (marketing, vendas e atendimento), cada uma com suas próprias ferramentas, ligadas pela informação que circula entre elas.
O Marketing Contínuo é isso, essas três células reunidas em torno do mesmo contexto do cliente, permitindo que as decisões sejam tomadas com informações compartilhadas ao longo de toda a jornada.
Não é para tratar essa ideia como uma metodologia fechada, ainda é uma disciplina em construção, apresentada para orientar a forma como certas áreas passam a trabalhar juntas.
O Inbound Marketing não acaba, vira uma parte
E aí, onde o Inbound Marketing fica dentro dessa nova proposta?
Para deixar claro, o Inbound continua existindo, e de forma relevante, para geração de demanda, produção de conteúdo, relacionamento e atração de oportunidades. O que muda é a sua posição na estratégia.
Ele vai sair do centro do processo e virar uma das metodologias dentro de um modelo mais amplo de crescimento. Ao lado de outras iniciativas, segue atraindo novos clientes, enquanto marketing, vendas e atendimento acompanham esse cliente ao longo da relação.
Essa mudança amplia o papel das empresas na jornada de compra, acompanhando o mercado atual, onde a decisão não fica dependendo de só um canal ou setor.
O que faz o Marketing Contínuo funcionar
A proposta apresentada pela RD Station se apoia em quatro frentes que ajudam a transformar essa visão em uma forma de trabalho.
Contexto profundo
Marketing, vendas e atendimento passam a conhecer o mesmo cliente ao mesmo tempo, sobre uma base comum de informações.
Comportamento previsível
Reagir aos sinais do cliente ao longo da jornada, em vez de esperar o problema ou a oportunidade aparecer tarde demais.
Crescimento em espiral
Cada contato gera conhecimento para o próximo, aumentando o valor do relacionamento em vez de tratar cada etapa como caixa fechada.
Informação conectada
Os dados circulam entre as áreas com qualidade, e cada equipe decide olhando o histórico completo do cliente.
Quando esse fluxo acontece, cada equipe consegue tomar decisões considerando o histórico completo do cliente, e não apenas o trecho da jornada que acompanhou.
IA como infraestrutura entre as áreas
A inteligência artificial aparece em quase toda decisão de compra, já que boa parte dos compradores B2B recorre a ela em algum momento.
A questão é que ela não é responsabilidade de uma área só, mas ela funciona muito bem como uma infraestrutura que leva informação de uma para a outra, para que marketing, vendas e atendimento trabalhem sobre a mesma realidade.
Em muitas empresas, cada departamento adota suas próprias ferramentas e cria processos independentes. Assim, mesmo trazendo mais velocidade para executar tarefas, as informações seguem desconectadas entre as áreas.
Durante o evento, teve uma provocação que basicamente disse que, parafraseando, usar inteligência artificial sem contexto é apontar um foguete para a direção errada. Ou seja, acelerar um processo desconectado apenas faz com que a desorganização aconteça mais rápido. Colocada como base entre as áreas, ela sustenta decisões melhores.
// Mapa RD Station Se a sua empresa ainda tem marketing e vendas remando para lados diferentes, a gente montou um passo a passo de como organizar entrada de lead, qualificação e passagem para o comercial. Quero o mapa →Crescer dentro da base de clientes
Durante muitos anos, boa parte das estratégias concentrou esforços para gerar novos leads. Isso não para de ser algo importante, mas a prioridade fica em aproveitar melhor o relacionamento com quem já é cliente.
À medida que o custo de aquisição aumenta, depender da entrada constante de novos contatos é um caminho que fica cada vez mais caro. Junto com isso, empresas que conhecem melhor sua base conseguem identificar oportunidades de venda e retenção com muito mais previsibilidade.
Uma das leituras apresentadas no evento divide o investimento das empresas em quatro tipos de performance.
- A alugada é a que se paga para aparecer, como mídia paga e patrocínio.
- A ganha vem da atenção conquistada sem pagamento direto.
- A própria são os ativos da casa, como site e base de clientes.
- E a monetizada acontece quando essa base já construída passa a gerar receita.
Ainda assim, a maior parte do dinheiro costuma ir justamente para a performance alugada, enquanto a base, a verdadeira fonte de contexto, recebe menos investimento do que poderia.
Quando um lead chega ao vendedor, ele já sabe o que a pessoa leu, que dúvida apareceu num atendimento anterior e qual o tamanho do negócio, então, a conversa começa lá na frente, sem repetir o que o cliente já respondeu em outro canal.
Esse é o chamado crescimento em espiral, cada interação deixa uma informação que faz a próxima render mais, e a relação vai valendo mais com o tempo. Dentro da RD Station, esse movimento já apareceu nos resultados: houve meses em que a demanda vinda da base de clientes superou a gerada pelo Inbound.
RD Station dentro da TOTVS
A RD Station faz parte da TOTVS desde 2021 e, nesses anos, cresceu para uma plataforma que junta marketing, vendas e atendimento no mesmo lugar.
O Marketing Contínuo é ela aplicando no mercado o que já faz internamente: já que o cliente não separa essas áreas, a empresa também não deveria separar.
Acompanhar isso de perto permite que a gente leve essas mudanças para os negócios que atendemos antes que vire assunto comum.
Fora dos palcos: troca entre agências parceiras
Além das palestras, esse formato com menos pessoas permite que as conversas aconteçam de formas bem diferentes do que aconteceriam em eventos grandes.
Ao longo dos três dias, conversamos com agências que trabalham no mesmo modelo que a gente e trocamos ideias com clientes de segmentos bem diferentes, seja do varejo ou educação, serviço ou indústria.
As conversas rendem nas diferenças, a gente escuta os mais diversos desafios e entende como outra agência resolveu o problema, ou entende como um cliente de outro setor montou seu time comercial.

Trocar ideia assim ensina tanto quanto escutar quem está no palco, você compara ideias e sai com contato novo, e alguns viram uma parceria mais para frente.
O Marketing Contínuo ainda está em aberto e deve amadurecer bastante nos próximos anos, junto com o ecossistema da RD. Continuamos bem atentos nisso e no que ele abre para quem trabalha com a gente.